Cérebro se mantém ativo 10 minutos após morte de paciente

11 de março de 2017 / Atualizado em 10 de março de 2017
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Em um caso inédito e inexplicável, o cérebro de uma pessoa apresentou atividade cerebral persistente por cerca de dez minutos após sua morte ter sido oficialmente declarada. O caso, constatado por médicos de uma unidade de terapia intensiva (UTI) canadense, foi publicado recentemente no periódico científico The Canadian Journal of Neurological Sciences

No artigo, os médicos descreveram as diferenças entre a atividade cerebral de quatro pacientes internados em uma UTI, um pouco antes e logo depois de sua morte clínica ser declarada. Em um dos pacientes, eles observaram que, durante mais de 10 minutos após a confirmação da morte através de uma série de observações, como ausência de pulso e pupilas não reativas, o paciente parecia ter o mesmo tipo de ondas cerebrais (ondas delta) de quanto estamos em sono profundo, segundo informações do site americano Science Alert.

“Em um paciente, rajadas de onda delta persistiram após a cessação do ritmo cardíaco e da pressão arterial (ABP)”, relatou a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá.

Experiência única

Eles também constataram que a experiência da morte é única para cada indivíduo. Os registros eletroencefalográficos frontais (EEG) da atividade cerebral dos quatro pacientes mostraram poucas semelhanças antes e depois de suas mortes.”Houve uma diferença significativa na amplitude do EEG entre o período de 30 minutos antes e o período de 5 minutos após a morte dos pacientes.”, explicam os autores.

No entanto, os pesquisadores estão sendo muito cautelosos sobre as implicações dessa descoberta, ressaltando que é muito cedo para falar sobre o que isso poderia significar para a nossa experiência pós-morte, especialmente considerando o ínfimo tamanho da amostra (apenas uma pessoa).

Por Redação

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